6/21/2006

Lia – por Soter Bentes

Lia.
Um amor nasceu em mim.
Um amor que nunca senti antes.
Um amor desinteressado, não esperando nada em troca.
O que vem e o que saem desse amor é de graça.
Queria saber cantar uma bela canção que falasse disso tudo.
Uma montanha de coisas agradáveis em uma menininha.
Linda, engraçada, uma pérola...
Um amor que quase doe e que tento desenhar, mas minhas mãos tremem.
Que esse amor é só pra sentir.
Uma febre cobriu meu rosto assim que a conheci.
E um sorriso bobo ficou.
Esse amor está me matando.
Em seu olhar ela diz que minha vida inteira valeu a pena.
Na escuridão eu vivia, mas agora eu vejo claramente a força que tem um amor desinteressado.
Em um sorriso ela diz que a minha vida inteira tem valor.
Essa menina.
Essa menina desconhecida.
Essa menina ainda desastrada.
Entrou no meu coração e está quase me matando.
Até sem olhar pra mim, sem nem estar presente...o estranho amor cresce.
Essa menina fez pela primeira vez me sentir amado.
Lá longe escuto sua voz,... é esse amor que quase me mata.
Um amor macio e tranqüilo.
Às vezes fico esperando ela dormir.
Às vezes também espero que acorde.
Só pra vê-la.
Lia.